9 de Fevereiro, Acordei um pouco tarde, por volta de 7 horas fui tomar banho e voltei para tomar café e preparar para sair, o que fizemos por volta das 9:30 horas. O Marcello saiu dirigindo, a estrada agora tem limite de velocidade de 65 milhas por hora, o que vai fazer a gente levar mais tempo que o esperado para chegar em New Orleans. Tinhamos planejado inicialmente para chegar as 16:00 mas acabamos chegado por volta de 19:00, quando o camping estava fechando o escritório, conseguimos uma exceção e fomos atendidos. A senhora da portaria, arrumou um lugar com dificuldade pois estava lotado, e no dia anterior eu havia ligado, e o cidadão que atendeu, disse que não havia necessidade de reserva, pois havia bastante espaço disponível.
Bem depois disso pedimos informação sobre o Mardi Gras, e um taxi para chegar no French Quarter. Enfáticamente ela nos desaconselhou dizendo que as paradas eram durante o dia e que na noite de terça só tinha gente doida e lixo, o marido dela também disse a mesma coisa e mais, disse que íamos levar umas duas horas para chegar lá mais umas duas horas para voltar, Dissemos que íamos encarar mesmo assim, aí nos deu um cartão com o telefone de uma cooperativa de taxi , com a qual o camping tinha convênio e que nestes taxis a corrida sairia por US$ 30,00. Saímos e viemos estacionar o trailer e nos instalar, o marido, veio na frente para nos orientar para estacionar.
Quando chegamos em frente da vaga a Rosana dirigindo e ele orientando o Marcello e eu que estávamos olhando a manobra começamos a dizer como fazer, pra que lado ir etc. O cara veio na porta deu uma bronca, aqui ninguém fala nada quem manda sou eu, e garanto que se ela seguir minhas orientações irá estacionar perfeitamente. E assim foi feito exceto que pela primeira vez o esgoto em vez de ficar ao lado, ficava no chão, abaixo do RV. Lá teve que ir o Marcello pra baixo do RV para instalar o esgoto. Isto feito, ficamos como bons brasileiros, olhando o Marcello fazer todas as conexões. enquanto o marido continuava tentando convencer a Rosana, a desistir de ir ao Mardi Gras.
Não demos bola, mas tomamos algumas precauções, como deixar bolsas no RV, levar apenas um documento de identidade, pouco dinheiro, tudo acondicionado ou em pochetes ou em bolsos com fecho. Chamamos o taxi, veio o Tuffik um motorista Argelino super articulado e falador, quando falamos que éramos brasileiros, foi o suficiente para começar a falar de futebol, mas o que impressionou foi que falava de futebol da década de 70, mencionando, Pele, Socrates, Rivelino, Falcão, Zico e cia. Quando falamos de Ronaldo, Ronaldinho e cia, ele prontamente retrucou dizendo que até podiam fazer uma jogada ou outra interessante, mas que perto dos antigos não dava pra comparar, que antigamente jogavam pela camisa, hoje pelo dinheiro. Comentou que não dá pra acreditar que a simples transferência de um jogador possa valer 60 milhões de Euros e que eles ganhem salários de 1 milhão de Euros, fora premiações, e isso acabou com o futebol. Tem razão o Argelino. Contrariando o marido, em 15 minutos estávamos no French Quarter, a uma quadra da Bourbon Street. No começo ficamos meio preocupados pois era uma muvuca só e eu estava de scooter, e vimos que seria difícil andar no meio daquele monte de gente, mas não impossível. Começamos a circular entre as pessoas fantasiadas, e entramos no clima.
Vez por outra tínhamos que parar pois um bloco de pessoas congestionava a rua olhando para as sacadas pedindo que atirassem colares de contas coloridas. Aí descobrimos que eles atiram mais facilmente os colares para quem mostra os seios, mas também para quem pede com insistência. Quando viam o velho de cadeira já atiravam colares, saí de lá pesando uns cinco quilos a mais, além dessas pessoas quem estava brincando quando me viam, aplaudiam, me davam colar e me desejavam um feliz Mardi Gras. Uma loucura. Havia também uma quantidade muito grande gays na área, tendo boates exclusivas para eles onde pessoas do sexo masculino faziam strip tease se beijavam etc. Vou poupa-los dos detalhes sórdidos, e também para não ser taxado de homofóbico.
Chegamos ao RV com todos os colares que encheram um saco de lixo. Dai dona Noemia foi para cozinha e fez um fetuccine Alfredo para jantarmos, estávamos todos famintos, uma delícia. Hora do banho e cama.
New Orleans West Koa
11129 Jefferson Highway – River Ridge, LA. GPS
N 29 58’13.4” W 90 14’06.7” fone 504 467 1792 Diária US$ 87.11
Décimo primeiro dia
10 de fevereiro, acordamos com calma pois era dia livre.
Durante o café da manhã conversamos e resolvemos verificar a possibilidade de mudar de camping, uma vez que o nosso ficava meio distante, e vimos que o French Quarter Rv Resort, ficava a poucas quadras de distância do bairro onde tudo acontece. Após verificarmos a disponibilidade e preço, decidimos por nos mudarmos pois apesar de ser um pouco mais caro, não precisaríamos gastar com taxi.
Partimos. No caminho passamos em um Wall Mart, para renovar os estoques de secos e molhados, se me entendem. Partimos para o camping onde nos estabelecemos e fizemos uma refeição ao ar livre, pene ao molho branco com bacon e uma penosa assada. O resort apesar de ser bem menor, é muito mais bonito e organizado. Os banheiros são amplos e confortáveis, e as vagas todas pavimentadas.
O preço que era mais caro acabou ficando apenas 1 dollar mais caro, com a comodidade da localização. As 16:00 partimos para passear no French Market, que fica a beira do rio. É um mercado de artesanato, quinquilharias e comidas da culinária local. Depois fomos ao Café du Monde, para comer os famosos beignets (bolinhos quadrados franceses) salpicados de açúcar de confeiteiro, e do famoso café de chicória. Sou mais um sonho, com doce de leite ou goiabada, ali de Canasvieiras. Dali saímos a caminhar, pelas ruas mais afastadas do French Quarter, fazendo hora para jantarmos e ouvirmos um pouco de jazz e blues, na Frenchmen street, onde segundo a recepcionista de nosso resort, os “locals” vão para ouvir boa música.
Primeiro é importante mencionar, como estavam limpas as ruas em comparação com a noite anterior, difícil até acreditar que tudo estava tão limpo, pois até a meia noite da noite anterior, viam-se toneladas de lixos em sacos e espalhados por todas as ruas do bairro. Bem voltando ao jazz, primeiro entramos em um bar onde 4 negros formavam uma banda, que dizia tocar jazz, mas na verdade tocavam mais era rock até reggae saia. Ficamos uma meia hora esperando pela mudança que não aconteceu, o cantor veio conversar conosco, perguntou de onde éramos e quando dissemos ser brasileiros informou que tinha estado em São Paulo, cantando no Bourbon Street, foi simpático mas aproveitamos o intervalo para sair. Não sem antes pingar US$ 10,00 no balde que a toda hora ele dizendo que viviam disso e que qualquer contribuição seria bem vinda, etc, etc.
Fomos a outro bar quase no início da Frenchmen street, onde uma banda de homens brancos tocava um soul gostoso, entramos e ficamos mais uma boa hora, onde em vez de dar gorjeta adquirimos um CD.
Depois saímos para voltar pra casa quando fomos atraídos pelo delicioso cheiro de camarão ao bafo. Entramos no restaurante todos pediram sus pratos, eu como não como pimenta pedi para provar a sopa antes de pedir, se tomasse um bowl daquilo teria de pedir uma língua e garganta nova. A Noemia e o Marcello pediram uma onion rings como aperitivo. Fui experimentar, incrível era mais apimentada que a cebola do Out Back. Não deu. Ai corri os olhos pelo menu, e tudo que encontrei foi uma pasta Alfredo com frango. Quando veio dei uma garfada e mandei embrulhar pra viagem, para depois dar a algum morador de rua, pois a pimenta era demais.
Depois da janta era hora de voltarmos para casa, seguindo a recomendação da recepcionista do resort, tomamos um taxi que nos deixou na porta. Dai esquentei um pouco penne que a Noemia tinha feito ao meio dia, sem pimenta obviamente.
French Quarter RV Resort end. 500 N Clairbone Ave.
New Orleans, LA 70112 GPS N 29 57’42.1” W 90 04’23.8” Fone 504 586 3000 Diária sazonal US$ 97,00.










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